Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens

Oração do Professor

Senhor, tu me conheces.
Sabes onde nasci, sabes de onde venho, quem sou.
Conheces minha profissão: sou professor.
Desde criança, tinha em mim um imenso desejo de ensinar. Queria partilhar vida, sonhos. Queria brincar de reger. Reger bonecos. Plantas. Reger as águas do mar que desde cedo aprendi a namorar.
A todos ensinava, Senhor. Criava e recriava histórias para senti-las melhor, para reparti-las com quem quisesse ouvi. Eu era um professor.
Fui crescendo e percebi o quanto o sonho era real. Queria ensinar mesmo. Estudei. Concluí o curso universitário.
Hoje sou, de fato, um professor. Com diploma, certificado e emprego estável.
Hoje não são bonecos que me ouvem, são crianças. Dependem tanto de mim. Do meu jeito. Do meu toque. Do meu olhar.
São crianças ávidas de aprender. E de ensinar. Cada uma tem um nome. Uma história. Cada uma tem um ou mais medos. Traumas. Têm sonhos. Todas elas, crianças queridas, sonham. E eu. Eu, senhor, sou um gerenciador de sonhos. Sou um professor.
Respeito todas as profissões. Cada uma tem seu valor,sua formosura. Mas todas elas nascem da minha. Ninguém é médico, advogado, dentista, doutor, sem antes passar pelo carinho, pela atenção, pelo amor de um professor.
Obrigado, Senhor.
Escolhi a profissão certa. Escolhi a linda missão de partilhar.
Tenho meus problemas. Sofro, choro, desiludo-me. Nem sempre dá certo o que programei. Erro muito. Aprendo errando, também.
Mas de uma coisa estou certo: sou inteiro. Inteiro nas lágrimas e no sorriso. Inteiro no ensinar e no aprender. Se que meus alunos precisam de mim . E eu preciso deles. E por isso somos tão especiais. E nesta nobre missão de educar, nossa humanidade se enriquece ainda mais.
Sou professor. Com muito orgulho. Com muita humildade. Com muito amor. Sou professor! Amém!

Gabriel Chalita

Hoje

Olá!

Pra começar bem o mês de março, o professor Edvaldo de Matemática nos presenteou com este poema. Confiram!

Hoje

O hoje é uma coisa irreal e mística
porque ontem ele era chamado de amanhã
e amanhã ele será chamado de ontem.

Por outro lado o hoje é uma coisa real e concreta
porque o ontem já foi hoje e o amanhã
também o será.

A única certeza é que hoje existe e deve ser vivido intensamente
pois ele é muito breve começa quando acaba o ontem
e termina quando começa o amanhã.

Para todos

Deus que te livre, meu bem, de má equipe obstétrica incompetente, caso aconteça, você pode ser gerado depois do tempo com várias lesões cerebrais.

Deus te proteja de padeiros que alteram a farinha para aumentar o peso do pão Francês, diminuindo a quantidade diária de ingestão de ferro.

Deus te livre das associações que não entregam o leite.

Deus te livre de engenheiros que não fiscalizam obras que venham a desabar sobre tua cabeça.

Deus te livre, meu bem, de secretários e contabilistas incompetentes que possam prejudicar teu salário no final do mês.

Deus te livre de políticos que não declaram seus bens e constroem seu patrimônio com o dinheiro que é público.

Deus te livre, meu bem, de vizinhos que espalham seu lixo antes da coleta passar, te oferecendo doenças.

Deus que te livre dos economistas que elaboram planos econômicos que outras crianças pagarão no futuro.

Deus que te livre de psiquiatras que receitam sem necessidade e sem diagnóstico.

Deus que te livre de pais que punem e não justificam e de pais que justificam muito, mas premiam além da conta.

Deus que te livre, meu bem, dos homofóbicos, dos racistas, das doenças sexualmente transmissíveis e das espiritualmente intransponíveis.

Deus que te livre das múltiplas incompetências que atrapalham a infância, a escola, a felicidade e o professor.

Poema composto pela Professora Cláudia de Português em resposta ao texto "Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças" de Carlos Drummond de Andrade

Olá!

Para renovar nossas esperanças nesse novo ano (letivo) que se inicia, aí vai um presentinho cedido por nosso querido AD Eduardo:

Em Seu Benefício

Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.
Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.
Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quanto você detém excessos.
Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado ou inexperiente.
Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.
Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.
Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.
Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.

XAVIER, F. C. Agenda Cristã, pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: Feb. Cópia da capítulo 6.

Resoluções de Ano Novo: Brincar (rir, sorrir, sonhar)

Olá!
Para as futuras mamães, a boa notícia é que a Prefeitura de São Paulo publicou em 1.° de janeiro de 2009 a ampliação da licença-maternidade para 6 meses!
Já para as mamães (e papais) de carteirinha aí vai uma dica sobre o que fazer com os anjinhos nesse período tão relaxante chamado "férias":

Salaminho de Chocolate

Ingredientes
1 xícara de chá de açúcar de confeiteiro
1/2 xícara de chá de manteiga
1 ovo inteiro
100 g de chocolate em pó peneirado
1 pacote de biscoitos tipo maria

Modo de Preparo
Bata o açúcar de confeiteiro com a manteiga até obter um creme fofo. Junte o ovo e continue a bater. Em seguida, coloque o chocolate e as bolachas bem quebradas e misture. Distribua essa massa no papel alumínio, fazendo rolos finos como um salaminho. Leve à geladeira para firmar. Para servir, corte em fatias, sem tirar o papel.

Rendimento: 50 unidades

Receita adaptada do livro "Mesa & Harmonia" - União

Resoluções de Ano Novo: Cultivar (a mente)

Olá!
Para cultivar a nossa mente, que tal um super desafio? São 33 itens; em cada um, devemos descobrir o que as letras significam. Não há limite de tempo. Vejam o exemplo:

24 H no D - 24 horas no dia

Gostaram? Então, mentes à obra! (Só não concordo muito com o item 26. Parece que está valendo a lenda americana... humm, acho que acabei de dar uma dica, não escreverei mais nada!)

1 - 26 L no A
2 - 7 D na S
3 - 7 M do M
4 - 12 S do Z
5 - 66 L da B
6 - 52 C num B (S os C)
7 - 4 C na B B
8 - 18 B num C de G
9 - 39 L no V T
10 - 5 D em um P
11 - 90 G num  R
12 - 5 C do M C pelo B
13 - 0 G C é a T D C da Á
14 - 5 J em um T D B
15 - 3 R num T
16 - 100 C em um R
17 - 11 J em um T D F
18 - 12 M no A
19 - 4 R T um C
20 - 8 T em um P
21 - 29 D em F em um A B
22 - 27 L no N T
23 - 365 D no A
24 - 10 D em 2 M
25 - 52 S em um A
26 - 9 V T um G
27 - 60 M N H
28 - 23 P de C no C H
29 - 64 C num T de X
30 - 3 E na R S
31 - 1 B B em um J de S
32 - 1000 A em um M
33 - 12 O em uma D

Quer as respostas? Clique aqui

Resoluções de Ano Novo: Conservar, Proteger (o planeta)

Como ser mais Ecológico
em 7 Passos

1. Precicle - avalie antes de comprar se realmente necessita daquele produto e o quanto de lixo sua utilização produzirá;

2. Aproveite a água da chuva para regar as plantas e a água usada na lavagem de roupas para lavar o quintal;

3. Troque as lâmpadas incandescentes por fluorescentes;

4. Evite o uso de sacolas plásticas - as ecobags estão na moda;

5. Reserve o óleo usado na cozinha e leve-o para os postos de coleta adequados (alguns supermercados já os possuem);

6. Dê preferência ao consumo de alimentos orgânicos;

7. Jamais se esqueça dos 3 R's: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Resoluções de Ano Novo: Receber e Oferecer (presentes)



Paz

Alegria

Esperança

(Monte Santo de Minas - MG, por RRR e... mim mesma!)

Resoluções de Ano Novo: Mudar (o que for preciso)

Olá!
Desde 1.º de janeiro de 2009 estão em vigor as novas regras do Acordo Ortográfico elaborado com a intenção de uniformizar a grafia das palavras nos países que têm o português como língua oficial. Até janeiro de 2013, tanto as normas antigas quanto as novas serão aceitas. São 4 anos para se adequar... Então, por que não começar agora?

O que muda

Alfabeto

O alfabeto brasileiro passa a ter 26 letras, em vez de 23.
Foram incluídas k, w e y, usadas principalmente em siglas e palavras originárias de outras línguas.
Exemplos:Franklyn, Darwin, darwinismo, Kuwait, kuwaitiano, km (para quilômetro), kg (para quilograma), kw, (para kilowatt).

Trema

O trema foi abolido de todas as palavras da língua portuguesa. Essa marcação servia, originalmente, para destacar a pronúncia do u nas combinações que, qui, gue, gui.
A partir de agora, portanto, escreve-se aguentar, alcaguetar, ambiguidade, bilíngue, cinquenta, consequência, eloquente, enxágue, equestre, frequentar, linguiça, linguística, pinguim, sequestro, tranquilo, ubiquidade, etc. Porém, o trema é mantido em nomes próprios estrangeiros e suas derivações, como Bündchen, Schönberg, Müller e mülleriano, por exemplo.

Acento diferencial

É o acento usado para diferenciar duas palavras de significado diferente, mas escritas da mesma forma.
Ele deixa de existir nos seguintes casos:
Para (verbo), que se diferenciava da preposição para;
Pelo (substantivo), que se diferenciava da preposição pelo;
Polo (substantivo), que se diferenciava da preposição polo;
Pera (substantivo), que se diferenciava da preposição pera.
Há as seguintes exceções:
Pôde (verbo poder no passado) conserva o acento para se distinguir de pode (verbo poder no presente);
Pôr (verbo) conserva o acento para se distinguir de por (preposição).
Uso facultativo nos casos:
Dêmos (do verbo no subjuntivo que nós dêmos) para se diferenciar de demos (do passado nós demos);
Fôrma (substantivo) para se diferenciar de forma (verbo).

Ditongo aberto

Ditongo é o encontro de duas vogais pronunciadas em uma só sílaba. O acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos das palavras paroxítonas, como alcaloide, assembleia, boleia, epopeia, ideia, jiboia, paleozoico, paranoia, onomatopeia. As palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói continuam acentuadas: chapéu, herói, corrói, remói, céu, véu, lençóis, anéis, fiéis, papéis, Ilhéus.

Hiato

Os hiatos são sequências de vogais que pertencem a sílabas diferentes. Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos dos seguintes casos:
oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo;
ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem.
O acento circunflexo continua valendo para sinalizar o plural dos verbos ter e vir e seus derivados: eles têm, eles vêm, eles retêm, eles intervêm.

U, I e U tônicos

U
A letra u não será mais acentuada nas sílabas que, qui, gue, gui dos verbos como arguir, redarguir, apaziguar, averiguar, obliquar. Assim, temos apazigue (em vez de apazigúe), argui (em vez de ele argúi), averigue, oblique. Pode-se também acentuar desta forma esses verbos: ele apazígue, averígue, oblíque.
I e U tônicos
As palavras paroxítonas que têm i ou u tônicos precedidos por ditongos não serão mais acentuadas. Desta forma, agora escreve-se feiura, baiuca, boiuno, cauila. Essa regra não vale quando se trata de palavras oxítonas; nesses casos, o acento permanece. Assim, continua correto Piauí, teiús, tuiuiú.

Hífen

O hífen desaparece em algumas palavras compostas que perderam a noção de composição, por exemplo: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista. Esta é ainda uma questão controversa que será resolvida com o lançamento do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, VOLP, desenvolvido pela ABL, a ser lançado no início de 2009.

Emprego do E, I

Escreve-se com i, e não com e, antes da sílaba tônica:
Adjetivos e substantivos derivados em que entram os sufixos -iano e -iense. Exemplos: acriano (do Acre), camoniano (referente a Camões), torriense (de Torres), açoriano (dos Açores), rosiano (relativo a Guimarães Rosa).


... E em 2009

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu...

(Desejos - Carlos Drummond de Andrade)

Natal...

Olá!
Depois de mais ou menos uma semana de descanso (meio forçado!), voltamos! E em grande estilo... Para os apaixonados por Rubem Alves, um presentinho de Natal: uma versão adaptada do texto "Os Três Reis". Feliz Natal!

Os Três Reis

Rubem Alves

Eram três reis, cada um vindo de um reino diferente, um nada sabendo sobre os outros, numa viagem absurda com que jamais haviam sonhado, caminhando na direção de uma estrela que só eles viam. Era certo que eles estavam loucos... Gaspar navegara do norte em seu navio, velas enfunadas por uma brisa fresca e constante, e agora, pés na terra, caminhava... Balt-hazar viera do sul em seu cavalo, por caminhos que cortavam matas verdejantes. Mélek-hor viera do oeste, em seu camelo, atravessando desertos com areias escaldantes.
Viajaram por muito tempo. E depois de muito viajar se chegaram a uma encruzilhada. Nela se cruzavam os quatro caminhos do mundo: o caminho do norte, o caminho do sul, o caminho do oeste e um quarto caminho... Olhando na direção do quarto caminho podia-se ver, no horizonte, uma estrela brilhante...
Havia ali, no meio da encruzilhada, uma estalagem chamada Os Quatro Caminhos do Mundo. Foi nela que os três reis se encontraram. À noite assentaram-se à volta de uma mesa para comer: pão, queijo, frutas secas, vinho. E começaram a contar suas estórias. À medida que cada um deles falava os outros se enchiam de espanto.
Que absurda coincidência! Como era isso possível? Que sendo três desconhecidos, vindos de três cantos do mundo, as suas estórias fossem a mesma estória! Todos haviam sofrido a mesma nostalgia. Todos haviam visto a estrela que ninguém mais vira. Todos haviam ouvido uma estranha melodia que os chamava... Descobriram, então, que eram companheiros. E resolveram que dali para a frente viajariam juntos.
E assim foi. Por vários dias caminharam... Aconteceu então que, noite já escura, chegaram a um minúsculo vilarejo. “Que vilarejo será esse?”, perguntaram. Gravado numa pedra estava o seu nome: “Beth-léhem”. “Estranho”, disse o erudito Gaspar: “Aprendi tudo o que há para ser aprendido sobre reinos, províncias, cidades e vilas. Mas nunca vi esse nome em qualquer um dos livros que li”.
Mélek-hor acendeu sua lâmpada de azeite e iluminou, com sua luz bruxuleante, o mapa que abrira sobre o chão. “Aqui está ela”, ele disse marcando com o seu dedo um lugar no mapa. “Beth-léhem. Fica precisamente na divisa entre dois grandes reinos. À esquerda está o Reino da Fantasia. À direita está o Reino da Realidade.”
“Já li sobre esses dois reinos nos livros sagrados”, disse Balt-hazar. São reinos perigosos. Aqueles que vivem no Reino da Fantasia ficam loucos. E aqueles que vivem no Reino da Realidade ficam loucos também, loucos de outra espécie: eles perdem a capacidade de sentir a beleza... Somente se salvam da loucura aqueles que vivem na fronteira entre os dois reinos. Esses ficam sábios e se tornam artistas. Pois Bethléhem está precisamente na divisa entre o Reino da Fantasia e o Reino da Realidade...”
No vilarejo todos dormiam. O ar estava perfumado com flores de jasmim e magnólia. E havia um brilho no ar – milhares, milhões de vaga-lumes pousados nas árvores. Ovelhas baliam ao longe, enquanto o seu pastor tocava uma flauta... Era uma noite de paz.
A estrela iluminava uma gruta. Os reis se aproximaram. Na gruta havia vacas, cavalos, burros, ovelhas. Era uma estrebaria. Mas, convivendo com os animais, uma pequena família: um jovem e uma jovem, que amamentava um nenezinho recém-nascido. Era só isso. Nada mais.
Perceberam, então, que haviam se enganado: não era a estrela que iluminava a cena. Era o nenezinho que iluminava a estrela. E olhando bem puderam ver nela, refletido como num espelho, o rosto da criancinha. Aí entenderam. Deixaram de ser reis e se transformaram em sábios. Compreenderam o grande segredo: “O universo é um berço onde uma criança dorme!”
Notaram, então, que uma coisa estranha acontecia quando olhavam para o nenezinho: eles perdiam a sua compostura real e eram dominados por uma vontade incontrolável de rir. E quando riam, ficavam leves e começavam a flutuar. Era assim: quem visse o menino se transformava numa criatura alada...
Os reis, em meio aos risos e vôos, olharam cada um para o outro e disseram: “Nossa busca chegou ao fim. Encontramos a alegria. Para se ter alegria é preciso voltar a ser criança...” Ato contínuo tomaram suas coroas, capas de veludo, dinheiro, ouro, jóias – pesadas coisas de adulto – e as depuseram no chão, ao lado das vacas e dos burros... Partiram leves, ora andando, ora pulando, ora voando, mas sempre rindo.
“Vou mudar de vida”, disse Gaspar. “É horrível ter de estar estudando ciência o tempo todo, como fiz até agora. Vou me transformar em poeta...” “Eu também vou mudar de vida”, disse Balt-hazar. “Rezar o tempo todo, como tenho feito, é muito cansativo. Vou ser palhaço. O riso é também oração...” Ao que Mélek-hor acrescentou: “E eu descobri o prazer supremo de brincar. Vou ser um fabricante de brinquedos. Quem brinca volta a ser criança. E quem volta a ser criança está de volta ao Paraíso”.
E assim partiram, cada um por um caminho. E se você, nas suas andanças, se encontrar com um poeta, um palhaço ou um fabricante de brinquedos, pergunte se ele não tem notícias de uns três reis...


Fim de Semana Poético

Olá,
Continuando nos embalos de nosso fim de semana poético, aí vai um texto do professor Edivaldo de Matemática. Divirtam-se e muito fôlego para a última semana (!!!)

Mulher que é mãe;
Mulher que é filha.
Menina mulher;
Mulher maravilha.

Jeito de menina;
Raça de guerreira;
Menina mulher;
Mulher brasileira.

Raça com graça;
Que encanta e cativa;
Menina mulher;
Mulher criativa.

Prosa sem verso;
Verso sem rima;
Corpo de mulher;
Jeito de menina.

É preciso ter "gás";
É preciso ter "pilha";
Ser uma super mulher;
Ou simplesmente: maravilha.

(Lago das Ninféias, Jardim Botânico de São Paulo, por RRR)

Fim de Semana Poético

Olá,

Depois do furacão de emoções que foi essa semana (Encontro EAD, digitação das tarjetas, Prova Brasil, Formatura EJA, reunião de pais), queremos compartilhar um sábado um tanto light. Assim, nada melhor que um bom poema para refletirmos e... sentirmos! Este foi cedido pela nossa querida professora Cláudia de Português. Deliciem-se!

O olho fechado sonha
Aberto enxerga
Curioso espreita
Alerta mira
Decidido atira
Pode ser treinado para ferir
O olho olha
E vê se quiser
O olho olha e crê
Se puder
O olho diz e o
Olhar faz calor
O olho pisca e se lubrifica
O olho até deixa
A lágrima rolar
O olho desnuda
O que está encoberto
O olho esconde atrás de si
Quem é o chefe.


(A nebulosa Helix que fica a 650 anos-luz daqui, em imagem captada pelo telescópio Hubble)